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Com 47 homicídios em Palmas, Ministério Público investiga falta de delegados e investigadores na Delegacia de Homicídios

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento para apurar as condições de funcionamento da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. A medi…

Por 4 min de leitura
Com 47 homicídios em Palmas, Ministério Público investiga falta de delegados e investigadores na Delegacia de Homicídios

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento para apurar as condições de funcionamento da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas. A medida foi motivada pela falta de servidores na unidade especializada e pelo aumento dos homicídios registrados na capital nos últimos meses.

Entre 1º de janeiro e 15 de outubro de 2026, Palmas contabilizou 47 homicídios, sendo quatro registrados em apenas uma semana. O número já se aproxima do total de 49 mortes violentas contabilizadas durante todo o ano de 2025, conforme os dados apresentados.

O procedimento foi instaurado na segunda-feira (19) e aponta dificuldades estruturais na delegacia, especialmente a insuficiência de delegados, escrivães e investigadores. A situação teria sido agravada pela exoneração recente de um delegado, o que pode comprometer a rapidez das investigações e a identificação dos responsáveis pelos crimes.

Ministério Público cobra explicações

Diante do cenário, o MPTO solicitou informações à Secretaria da Segurança Pública (SSP), à Polícia Militar e à própria Delegacia de Homicídios. Os órgãos terão 15 dias para apresentar respostas.

À SSP, o Ministério Público requisitou dados sobre homicídios consumados e tentados registrados em Palmas entre 2024 e 2026, incluindo os meses e bairros com maior incidência de crimes.

A secretaria também deverá esclarecer se existem planos específicos de enfrentamento à violência e quais medidas estão previstas para reforçar o quadro de servidores da delegacia.

Já a Polícia Militar deverá detalhar as ações de policiamento preventivo, principalmente nas regiões com maior concentração de homicídios, além das operações realizadas em 2026 e das providências adotadas após os crimes registrados em setembro e outubro.

A DHPP terá de informar a quantidade de inquéritos instaurados e concluídos nos últimos três anos, quantos permanecem em andamento e o número atual de profissionais disponíveis para as investigações.

A unidade também deverá apresentar suas principais dificuldades operacionais e apontar as necessidades de pessoal, equipamentos e infraestrutura.

Investigação envolve promotorias especializadas

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça da Capital.

A 5ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pelo controle externo da atividade policial em Palmas, também participará do levantamento, reunindo documentos das últimas inspeções realizadas na delegacia.

O objetivo é avaliar se a estrutura disponível é suficiente para atender à demanda de investigações e identificar eventuais medidas necessárias para melhorar o funcionamento da unidade.

Secretaria da Segurança Pública se manifesta

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que ainda não havia recebido oficialmente a notificação do Ministério Público e garantiu que prestará os esclarecimentos solicitados.

A pasta também afirmou que as investigações de homicídios são tratadas como prioridade pela Polícia Civil e que as forças de segurança seguem mobilizadas no enfrentamento à criminalidade.

Confira a íntegra da nota da SSP

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que, até o momento, não foi oficialmente notificada sobre a solicitação de informações divulgada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Assim que receber a notificação, a Pasta prestará os esclarecimentos solicitados, reafirmando seu compromisso com a transparência e a colaboração entre as instituições.

A SSP/TO ressalta que as investigações de homicídios conduzidas pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) de Palmas são tratadas como prioridade pela Polícia Civil. A unidade acompanha permanentemente a evolução dos indicadores criminais na capital, com atenção especial aos registros mais recentes, e atua de forma contínua para esclarecer os crimes e identificar seus responsáveis.

A Secretaria reforça que a segurança da população é uma prioridade permanente e que as forças de segurança seguem mobilizadas, com ações de investigação, inteligência e atuação integrada, voltadas ao enfrentamento da criminalidade e à preservação da segurança pública na capital.

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