Greve dos ônibus chega ao segundo dia em Palmas, e Justiça tenta acordo para encerrar paralisação
Motoristas cobram reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Paralisação provocou atrasos e lotação em estações da capital.
A greve dos motoristas do transporte coletivo de Palmas chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (4). A paralisação, iniciada na madrugada de terça-feira (3), provocou atrasos nas linhas e aglomerações nas estações da capital. Uma reunião de negociação foi marcada pela Justiça do Trabalho para tentar solucionar o impasse entre os trabalhadores e a empresa responsável pelo serviço.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) solicitou que a categoria avaliasse a suspensão temporária da greve durante as negociações. O encontro, marcado para as 8h30 desta quarta-feira, reúne representantes do sindicato, da concessionária Sancetur e da Prefeitura de Palmas.
Entre as principais reivindicações dos motoristas estão o cumprimento do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026, a instalação de banheiros e bebedouros nas estações e pontos finais, além da revisão de descontos nos salários e no vale-alimentação.
Segundo o sindicato, a empresa não apresentou uma nova proposta durante as negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho desde junho.
No primeiro dia da paralisação, passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho e a outros compromissos. Na Estação Xerente, na região sul de Palmas, usuários relataram atrasos de até 40 minutos em algumas linhas.
A Prefeitura de Palmas informou que conseguiu uma decisão judicial determinando a circulação de pelo menos 80% da frota e dos motoristas nos horários de pico, entre 5h30 e 8h30 e das 17h às 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo exigido é de 70%.
Na terça-feira, o município afirmou que a determinação não foi cumprida e anunciou que acionaria novamente a Justiça. O sindicato, por sua vez, informou que pretende recorrer dos percentuais estabelecidos.
A greve foi aprovada em assembleia realizada no dia 23 de outubro. Até a manhã desta quarta-feira, não havia confirmação de acordo para encerrar a paralisação.
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