Ex-servidor da Educação do Tocantins é investigado por suspeita de trocar combustível de veículo oficial por dinheiro
Controladoria-Geral do Estado abriu processo administrativo disciplinar para apurar possível uso irregular de cartão de abastecimento vinculado à Secretaria da Educação.
A Controladoria-Geral do Estado do Tocantins (CGE) instaurou um processo administrativo disciplinar para investigar um ex-servidor da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), suspeito de utilizar irregularmente um cartão institucional de abastecimento de veículo oficial. Entre as irregularidades investigadas está a possível troca de créditos destinados à compra de combustível por dinheiro.
A investigação foi formalizada por meio da Portaria nº 49/2026, de 6 de outubro, publicada no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (8). O procedimento envolve um ex-servidor identificado no documento apenas pelas iniciais e está relacionado a um veículo oficial de placa QWE-7D18.
De acordo com a portaria, há suspeitas de que créditos disponíveis no cartão de abastecimento tenham sido convertidos em dinheiro para finalidades particulares ou não relacionadas ao serviço público.
A abertura do processo ocorreu após a análise de elementos reunidos na Investigação Preliminar nº 2026/27000/001712 e no Despacho de Admissibilidade nº 62/2026.
A Controladoria aponta possíveis violações de deveres funcionais e de dispositivos previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Tocantins, estabelecido pela Lei Estadual nº 1.818/2007.
O processo administrativo, registrado sob o nº 2026/09041/000084, ficará sob responsabilidade da Primeira Comissão Permanente de Procedimentos Disciplinares e Sindicância.
A portaria estabelece que os trabalhos sejam iniciados dentro do prazo legal de três dias após a publicação, com conclusão conforme os prazos previstos na legislação.
Até o momento, não foram divulgados os valores que teriam sido convertidos em dinheiro, nem a quantidade de combustível envolvida nas supostas irregularidades.
A instauração do processo não representa uma condenação. O procedimento tem como objetivo esclarecer os fatos, apurar eventuais responsabilidades e garantir ao investigado o direito à ampla defesa e ao contraditório.
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