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Aos 19 anos, estudante de escola pública do Tocantins é aprovada em Medicina em seis universidades

Gabrielly Alves Lima conquistou vagas em cinco universidades públicas e uma particular e escolheu cursar Medicina na UFT, em Palmas, para permanecer perto da família.

Daniel 05/10/2026 16:45 2 min de leitura
Aos 19 anos, estudante de escola pública do Tocantins é aprovada em Medicina em seis universidades

A estudante tocantinense Gabrielly Alves Lima, de 19 anos, conquistou aprovação em Medicina em seis universidades, sendo cinco públicas e uma particular. A jovem, que estudou na rede pública, enfrentou dificuldades ao longo da preparação, mas conseguiu vagas em instituições do Tocantins, Minas Gerais e São Paulo.

Gabrielly foi aprovada na Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade de Gurupi (UnirG), em processos seletivos realizados entre 2024 e 2026.

Atualmente, ela cursa o segundo período de Medicina na UFT, em Palmas. Durante a preparação, Gabrielly precisou superar lacunas da formação escolar e também a descoberta tardia do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).


“Tive muitas lacunas na minha vida escolar e ainda descobri ter Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) tardiamente. O processo é cansativo e, às vezes, muito longo, além dos desafios que é ter que lidar com ansiedade e o TDAH diariamente. Não eram todos os dias que eu estava disposta e conseguia estudar regularmente”, contou.


A estudante também relatou ter percebido diferenças entre a formação de alunos das redes pública e privada, principalmente nas disciplinas de Ciências da Natureza e Exatas.


“Pessoas que tiveram uma base de ensino com mais qualidade destoam muito de quem estudou em escola pública. Dentro da própria universidade, é perceptível que os alunos de escolas particulares têm uma base melhor na maioria dos assuntos, principalmente em exatas”, afirmou.


Segundo Gabrielly, o apoio dos pais foi fundamental para que ela mantivesse o foco durante a preparação.


“Minha família sempre me apoiou muito. Meus pais sempre foram muito trabalhadores e fizeram questão de priorizar a minha educação. Sem eles, o meu processo teria sido muito mais difícil.”


Mesmo após conseguir aprovação em universidades concorridas, como Unesp e UFU, Gabrielly decidiu permanecer no Tocantins. A proximidade com a família pesou na escolha pela UFT.


“Muitas pessoas desacreditam das minhas aprovações ou até mesmo me acham maluca por ter escolhido a UFT. Mas a minha escolha foi pensando muito na minha família, não quis ficar longe dela”, ressaltou.


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