Operação contra fraude de R$ 500 mil chega ao Tocantins e Justiça expede 15 mandados de prisão
Ação investiga grupo suspeito de obter credenciais bancárias e realizar transferências não autorizadas; prejuízo é estimado em R$ 500 mil
Uma investigação sobre fraude eletrônica e lavagem de dinheiro chegou ao Tocantins nesta quinta-feira (24), durante a Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil do Pará. A ação apura a atuação de um grupo suspeito de utilizar técnicas de engenharia social para obter credenciais bancárias e realizar transferências sem autorização.
Além do Tocantins, as medidas judiciais foram cumpridas no Pará, Bahia, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão preventiva, além de diversas ordens de busca e apreensão.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite correspondente ao prejuízo investigado.
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria conseguido acesso a informações bancárias de uma empresa do setor de telecomunicações. A partir desses dados, os investigados teriam realizado transferências sem autorização, causando um prejuízo estimado em R$ 500 mil.
A Operação Firewall contou com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além da participação de forças de segurança de outros estados e do Distrito Federal.
A investigação integra uma série de ações realizadas na quinta-feira com suporte do Ciberlab para combater crimes praticados pela internet.
No Ceará, uma operação investigou um esquema que utilizava falsas audiências judiciais para induzir vítimas a realizar transferências bancárias. Já no Rio Grande do Sul, a Operação Lance Cego apurou a atuação de um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de falsos leilões de veículos na internet.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre os alvos ou o município do Tocantins onde as medidas relacionadas à Operação Firewall foram cumpridas.
