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PF cumpre mandados no Tocantins em operação que investiga contratos de mais de R$ 80 milhões

Polícia Federal cumpre 24 mandados em seis estados e apura suspeitas de irregularidades em contratações de serviços e materiais didáticos realizadas entre 2024 e 2025.

Daniel 17/09/2026 11:03 3 min de leitura

O Tocantins está entre os seis estados onde a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (17), durante a 10ª fase da Operação Overclean. A investigação apura suspeitas de irregularidades em processos de contratação realizados por uma secretaria municipal de Belo Horizonte (MG), entre 2024 e 2025.

Ao todo, 24 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Até o momento, não foram divulgados oficialmente o município nem a identidade do alvo do mandado cumprido no Tocantins.

Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa em procedimentos destinados à contratação de serviços e ao fornecimento de materiais didáticos.

Entre os processos analisados, pelo menos três resultaram em contratos que, juntos, ultrapassam R$ 80 milhões. Outras contratações também estão sendo investigadas.

A PF busca esclarecer se houve direcionamento nos procedimentos e eventual participação de integrantes de uma organização criminosa. Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra a Administração Pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Investigação também cita Vicentinho Júnior

A Operação Overclean possui ainda uma frente de investigação que envolve o deputado federal e candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB). Até o momento, porém, não há informação de que o parlamentar seja alvo dos mandados cumpridos nesta quinta-feira.

Relatórios da Polícia Federal divulgados anteriormente apontaram movimentações financeiras envolvendo uma empresa registrada em nome da esposa do parlamentar. Conforme informações da investigação divulgadas pela imprensa, a empresa movimentou cerca de R$ 170 milhões entre janeiro de 2019 e abril de 2025, considerando aproximadamente R$ 85 milhões em entradas e R$ 85 milhões em saídas.

A investigação também analisou uma planilha apreendida durante a operação na qual aparece o codinome “VIC”. Segundo os investigadores, datas e valores registrados no documento apresentariam correspondência com parte das transferências identificadas para a empresa registrada em nome da esposa do deputado.

Vicentinho Júnior não esteve entre as 25 pessoas indiciadas pela Polícia Federal na etapa da Operação Overclean divulgada em agosto deste ano. A apuração relacionada ao parlamentar permaneceu em andamento.

A defesa de Vicentinho nega irregularidades. A assessoria do candidato também afirma que uma decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou anteriormente um pedido de busca contra o parlamentar por considerar insuficientes os elementos apresentados naquele momento.

A 10ª fase da Operação Overclean segue em andamento, e novas informações sobre os mandados cumpridos nesta quinta-feira poderão ser divulgadas pela Polícia Federal.

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